tem uma coisa presa em meu coração
como um bloco de mármore
que diz ao escultor: me gaste!
faça sair daqui um alazão.
a poesia do meu coração agita
pede para ser polida
explode desajeitadas letras
cospe verso em falsa lida
a poesia minha arrisca
e se sabe fajuta
mas não se satisfaz:
ela quer que eu a esculpa mais
penso que sempre haverá
um retoque por fazer:
uma nova linha na crina
palavra melhor pra escolher
e enquanto não tenho obra-prima
penso o que meu pai acharia
dessa eterna inacabada escultura
se em meu poema pousasse seus olhos
julgaria ser ele à sua altura?
Terça-feira, 25 de Dezembro de 2007
Terça-feira, 30 de Outubro de 2007
amor condicional
meu bem agora aguente
quem errou não fui eu
quem amor não deu
foi você, você, você
aguente a sua espera
sob a triste janela
onde eu não mais passarei
você foi o rei do meu sorriso
das bobagens que agora eu digo
sem precisar te impressionar
meu bem aguente então me adorar
porque quem errou não fui eu
quem amor não deu
foi você, você, você
o meu coraçao quintal
que você fazia carnaval
não quer mais o seu amor
condicional
meu bem agora aguente
quem errou não fui eu
quem amor não deu
foi você, você, você
aguente a sua espera
sob a triste janela
onde eu não mais passarei
você foi o rei do meu sorriso
das bobagens que agora eu digo
sem precisar te impressionar
meu bem aguente então me adorar
porque quem errou não fui eu
quem amor não deu
foi você, você, você
o meu coraçao quintal
que você fazia carnaval
não quer mais o seu amor
condicional
Quinta-feira, 25 de Outubro de 2007
Virei musa
Joana sabe cozinhar
e fazer poesia como ninguém
Joana fala inglês
e arranha no francês também
tem o sorriso de menina levada
e voz segura de mulher
(especialmente quando esta rouca)
Joana toca instrumento
esbanja talento
é um tanto louca
e meio inocente
tem um quê de Gal
usa batom vermelho
e agora, veja, estica o cabelo
Joana dirige e não bebe
Joana bebe e não dirige
tem um humor escandaloso
e outro rancoroso
que se desfaz em mil pedacinhos coloridos
Joana é descolada, modernosa
eternamente apaixonada
costura e ainda borda
Joana dá nó em pingo d'água
e pinga água de flor em nós de espinhos
dos nós, vários lacinhos...
Joana até me inspira
e vira poesia por onde passa...
Joana não chega
dá o ar da graça
e de teimosa, não acredita
ela é bonita demais
Joana é uma das mulheres mais interessantes que eu conheço.
por Romã e Nyala
agora a réplica:
Duas anjas com sono
São elas sozinhas
Nem precisam de dono
Duas amigas, duas flores
tão lindas
juntas alegram
a noite
de uma pobre amiga bandida
que sabe que
apesar de tudo
das voltas do mundo
nunca será esquecida
é que elas todas
Ju, Jô, Li, Ny, e a mais
Romã-ntica das chicas
guardam sob as veias bailarinas
o mesmo sangue caliente de menina
e fazer poesia como ninguém
Joana fala inglês
e arranha no francês também
tem o sorriso de menina levada
e voz segura de mulher
(especialmente quando esta rouca)
Joana toca instrumento
esbanja talento
é um tanto louca
e meio inocente
tem um quê de Gal
usa batom vermelho
e agora, veja, estica o cabelo
Joana dirige e não bebe
Joana bebe e não dirige
tem um humor escandaloso
e outro rancoroso
que se desfaz em mil pedacinhos coloridos
Joana é descolada, modernosa
eternamente apaixonada
costura e ainda borda
Joana dá nó em pingo d'água
e pinga água de flor em nós de espinhos
dos nós, vários lacinhos...
Joana até me inspira
e vira poesia por onde passa...
Joana não chega
dá o ar da graça
e de teimosa, não acredita
ela é bonita demais
Joana é uma das mulheres mais interessantes que eu conheço.
por Romã e Nyala
agora a réplica:
Duas anjas com sono
São elas sozinhas
Nem precisam de dono
Duas amigas, duas flores
tão lindas
juntas alegram
a noite
de uma pobre amiga bandida
que sabe que
apesar de tudo
das voltas do mundo
nunca será esquecida
é que elas todas
Ju, Jô, Li, Ny, e a mais
Romã-ntica das chicas
guardam sob as veias bailarinas
o mesmo sangue caliente de menina
Terça-feira, 11 de Setembro de 2007
foi tanto, meu amor, foi tanto
um quase amor, meu quase encanto
tento descrever com este alento
inventando um canto vagabundo
que vem do fundo e volta pra dentro
porque dentro não precisa encarar mundo
e no fundo, meu tanto, teu acalento
passeia comigo nas cidades que invento
descobre os segredos que nunca conto
sussurra meus sonhos, moinhos de vento
até eu cair em mim, depois de tanto
e acordando sem ti, enxugo meu pranto
e te enterro (eu tento, eu tento)
nas folhas das folhas do tempo
um quase amor, meu quase encanto
tento descrever com este alento
inventando um canto vagabundo
que vem do fundo e volta pra dentro
porque dentro não precisa encarar mundo
e no fundo, meu tanto, teu acalento
passeia comigo nas cidades que invento
descobre os segredos que nunca conto
sussurra meus sonhos, moinhos de vento
até eu cair em mim, depois de tanto
e acordando sem ti, enxugo meu pranto
e te enterro (eu tento, eu tento)
nas folhas das folhas do tempo
Sexta-feira, 31 de Agosto de 2007
eu vejo um deserto.
de certo que se amasse
avistava um abismo.
cismo, entretanto, ainda nem te conheço.
o preço é o tempo que nem conto e espero
- sem esmero porque você demora.
chora a moça do meu livro
e eu penso que podia ser eu.
meu deserto tem o ouro dos tigres, eufrates e capibaribes
que eu guardo sob as pálpebras e tu talvez nem saibas.
caiba, talvez, numa caixa de sapatos - mísero
enquanto te idealizo.
realizo em um sonho
medonho demais para ser lido,
seu bandido.
de certo que se amasse
avistava um abismo.
cismo, entretanto, ainda nem te conheço.
o preço é o tempo que nem conto e espero
- sem esmero porque você demora.
chora a moça do meu livro
e eu penso que podia ser eu.
meu deserto tem o ouro dos tigres, eufrates e capibaribes
que eu guardo sob as pálpebras e tu talvez nem saibas.
caiba, talvez, numa caixa de sapatos - mísero
enquanto te idealizo.
realizo em um sonho
medonho demais para ser lido,
seu bandido.
Terça-feira, 12 de Junho de 2007
e no dia dos pombinhos
tantas solas palominhas!
acordam esquecidas do dia
que outras contam na folhinha
aguentam como guerreiras
os amantes e suas festinhas
catam um regalo esquecido
nos seus porta-lembrancinhas
tem anel, brincos de conta
pulseiras de couro e de palhinha
vários presentinhos baratos
dos que fizeram companhia
têm uma ponta de saudade...
e vão pro colo de mainha
choram comendo mil bombons
mas vão dormir feito rainhas
certas de que no final, até
que é um charme estar sozinha.
tantas solas palominhas!
acordam esquecidas do dia
que outras contam na folhinha
aguentam como guerreiras
os amantes e suas festinhas
catam um regalo esquecido
nos seus porta-lembrancinhas
tem anel, brincos de conta
pulseiras de couro e de palhinha
vários presentinhos baratos
dos que fizeram companhia
têm uma ponta de saudade...
e vão pro colo de mainha
choram comendo mil bombons
mas vão dormir feito rainhas
certas de que no final, até
que é um charme estar sozinha.
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